PRESIDENTE DA ACIM FALA SOBRE A REABERTURA DO COMÉRCIO E O IMPACTO QUE OS DIAS DE VAREJO FECHADO TIVERAM NA ECONOMIA

Após mais de 70 dias de comércio fechado em Marília, a tão esperada reabertura do setor aconteceu na última segunda-feira (1º), após a Prefeitura Municipal iniciar o Plano São Paulo, liberando inclusive atividades que só estavam na fase 4 da flexibilização do plano criado pelo Governo do Estado para retomar a economia. O fechamento obrigatório pelo Decreto Estadual e o período de quarentena foram algumas das medidas de combate à Covid-19, doença causada pelo novo Corona vírus.

De acordo com o Presidente da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marília), Adriano Luiz Martins, a junta comercial do estado de São Paulo tem 15.836 CNPJs ativos atualmente, que em sua finalidade de existência no objeto social contempla o comércio, isso tornou alto o impacto na economia dos dias de varejo fechado, prejudicando mais de 78 mil pessoas. “Setores como supermercados e comércio de alimentos, por exemplo, que estão na categoria no objeto social e que estavam funcionando, também foram de certa forma prejudicados, pois há uma interdependência de toda a rede comercial”, acrescenta.

Adriano também destaca a importância da retomada das atividades na cidade, ainda que de forma restrita, na ordem de 20% até 40%, dependendo de cada caso. “Em pesquisa realizada com os comerciantes e donos de estabelecimentos da área alimentícia, foi constatado que poderíamos chegar a 35% de demissão, isso representaria um pouco mais de 9 mil pessoas no risco iminente de desemprego, caso o fechamento fosse prorrogado por mais um mês, portanto essa retomada é muito significativa e por esse aspecto a economia fica preservada, o que por consequência preserva também boa parte da arrecadação da cidade”, afirma.

O presidente da ACIM afirma que ainda não é possível ter números para fazer uma estimativa sobre os primeiros dias de reabertura do comércio, já que a Secretaria da Fazenda, responsável pelos dados de movimentação e circulação de mercadoria não atualizam as informações em curto prazo, mas que é possível ter uma noção concreta do impacto desse retorno com base nos números apresentados acima.

Adriano fez questão de falar também o quanto as empresas, os profissionais autônomos e os micro empresários se esforçaram nos últimos meses para se fazer presentes e continuarem atendendo os consumidores de Marília, através de delivery e drive-thru, utilizando os canais online. “Prova disso foram as mais de 350 empresas cadastradas no site www.marilia.dakki.com.br, criado pela ACIM para atender os lojistas da cidade que foram proibidos de abrir ao público seus estabelecimentos considerados não essenciais, durantes os meses de isolamento social. Mais de 6 mil produtos foram cadastrados em um curto espaço de tempo, mostrando o quanto os microempreendedores estão fazendo para se adequar a essa nova realidade”, destaca.

Sobre os cuidados e recomendações passados pela Associação Comercial e Industrial de Marília aos comerciantes, o presidente afirma que é necessário, sobretudo ter responsabilidade e respeito à vida. “É preciso tomar providências e seguir todas as recomendações sanitárias, como lavar as mãos se possível antes de entrar no estabelecimento, usar álcool gel, proibir a entrada de qualquer pessoa sob qualquer circunstância que não estiver usando máscara e se possível fazer a medição de temperatura na entrada do local. O comerciante deve ter a consciência de que é preciso zelar pela saúde de todos que frequentarão o comércio, consumindo e de certa forma colaborando com a manutenção de empregos, além da vida dos colaboradores, empresários e os próprios comerciantes”, orienta.

Vale lembrar, que os comerciantes estão expostos a multa, já que Prefeitura está com diversos fiscais nas ruas, responsáveis pela verificação do cumprimento das regras e cuidados de higiene exigidos para que acontecesse a flexibilização. “Estamos esperançosos de que cada um irá cumprir a sua parte e assim possamos passar por esse período com responsabilidade, minimizando os riscos para que não tenhamos um grande volume de casos e a estrutura de saúde de Marília tenha condições de atender a todos até que em um futuro próximo, eu espero, tenhamos toda a população imunizada”, finaliza Martins.