Laser ajuda pacientes com Covid-19 no tratamento   de uma das complicações da internação, as escaras

A lista de complicações de saúde causadas pela Covid-19 não é pequena e, em meio a tantos cuidados necessários com pacientes obrigados a longos períodos de internação, as escaras surgem como novo e complicador desafio, pois têm exigido, além de muita atenção e esforço das equipes médicas e de enfermagem com a higiene e a hidratação das áreas afetadas, a necessidade da busca de recursos tecnológicos que amenizem tanto a ocorrência das feridas e suas dores, como melhoram o tratamento. 

Tecnicamente conhecida como Lesão por Pressão (LPP), essas feridas surgem provocadas pela pressão que o peso corporal exerce sobre regiões com proeminências ósseas, tecidos ou pele, com consequente redução do fluxo sanguíneo e o surgimento das escaras. Fatores como condições da pele, diminuição da circulação nas extremidades do corpo, gravidade, atrito, temperatura e umidade do local onde a pessoa está, influenciam o tipo e o grau da lesão. 

Se em outras enfermidades com longo período de internação, as escaras costumam ser mais presentes nas costas, cabeça, bumbum, quadril e calcanhar do paciente, na Covid-19 tem sido observada uma ampliação substancial da incidência com mudança de padrão nos locais habituais dessas feridas, fazendo e as regiões da testa, nariz, queixo, seios e joelhos, por exemplo, também são afetadas em função da necessidade de colocar a pessoa de bruços (posição pronada), para melhorar a função pulmonar e reduzir a mortalidade. 

Além disso, fatores como obesidade e diabetes também contribuem para o surgimento rápido das lesões pro pressão em pacientes de Covid-19, que ficam suscetíveis ao avanço mais agressivo das lesões e ocupação de maiores extensões do corpo. 

Inovação 

Nesse cenário, o uso de tecnologias específicas não somente é importante e bem vindo, como amplamente necessário. A enfermeira e professora Elissandra Moreira Zanchin, e a fisioterapeuta Karen Larenti, ambas da equipe de consultoras da MMOptics, em São Carlos/SP, comentam sobre a importância de unir a ciência à tecnologia na busca de da melhor oferta de cuidados aos pacientes. 

“À medida em que pesquisas científicas na área da saúde avançam, é fundamental que o setor da tecnologia esteja atento para acolher essas novidades e desenvolver equipamentos que possam facilitar a transformação das pesquisas científicas em práticas diárias em hospitais, clínicas e atendimentos de saúde”, diz Elissandra Zanchin. “É fundamental que ciência e tecnologia caminhem de mãos dadas para que chegue à população uma oferta de cuidados que sejam cada vez mais eficientes e menos traumáticos”, completa Karen Laurenti. 

O tema das lesões por pressão (escaras) é muito importante para a medicina de forma geral, e ganhou novos contornos e, principalmente, novas urgências dentro da pandemia do coronavírus, especialmente em função da baixa imunidade do doente, que propicia o alastramento dessas feridas. Além da dor, essas feridas podem causar fraqueza, confusão mental, batimento cardíaco acelerado, câncer, infecções nos ossos e articulações e infecção generalizada, levando à morte. Isso ocorre porque as feridas em estágio mais avançado abrem portas para entrada de bactérias no corpo. 

O tratamento convencional para escaras inclui aplicação de gel hidratante, pomadas, massagem para ativar a circulação sanguínea (em feridas ainda não abertas), uso de colchão especial (casca de ovo, pneumático), travesseiros, roupa de cama macia, mudança na posição do paciente de 2 em 2 horas e higienização adequada, constante e cuidadosa. 

Laser 

A novidade trazida pelos equipamentos da MMOptics que utilizam a laserterapia no tratamento de escaras está ligada a dois pontos superimportantes: não ser invasivo e reduzir o tempo de cicatrização das feridas, que com o tratamento convencional pode levar meses ou anos – dependendo da gravidade – e com o laser, esse tempo cai pela metade. 

O laser, que age a partir de energia pulsada ou contínua aplicada ponto a ponto na borda ou na extensão do ferimento, tem a vantagem de ser indolor e reunir três importantes ações num mesmo procedimento: antiinflamatória, analgésica e cicatrizante. De modo geral, a laserterapia é um tratamento inovador que têm ocupado lugar e destaque por oferecer diversos benefícios aos pacientes, como alívio imediato da dor, redução da inflamação, estímulo para recuperação dos tecidos feridos e prevenção de infecções. 

No caso dos projetos em que a enfermeira Elissandra Moreira Zachin e a fisioterapeuta Karen Laurenti participaram, por exemplo, elas salientam que os equipamentos Recover e Laser DUO são utilizados para tratamento de diversas patologias e se encontram em ampla disponibilidade, atendendo, além da área médica, os setores da Odontologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Enfermagem e Estética. 

Elissandra Zanchin é enfermeira formada pela Universidade Estadual Paulista (UNIP), com especialização em Urgência, emergência e UTI pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp).

Karen Laurenti é fisioterapeuta formada pela Universidade de Araraquara (Uniara), com especialização em Fisioterapia Hospitalar com enfoque em UTI, pela mesma universidade; mestrado em Bioengenharia pela Universidade de São Paulo (USP), doutorado em  Engenharia Mecânica, também pela USP, e pós-doutorado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG-PR).

 

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Fonte: Parla Donna! Comunicação e Conteúdo