Varejo se prepara para receber R$ 232 bilhões do décimo terceiro

O comércio varejista brasileiro se prepara para receber as primeiras injeções financeiras com o pagamento da primeira parcela, pelo menos, do 13º salário que começará a circular entre as lojas e prestadores de serviço, ainda mais com a campanha do “Black Friday” em desenvolvimento em todo o território nacional durante todo o mês de Novembro. Até Dezembro o pagamento do 13º salário tem o potencial de injetar na economia brasileira cerca de R$ 232,6 bilhões.

Este montante representa aproximadamente 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “É o nosso melhor momento, por isso precisamos nos preparar adequadamente com preços convidativos e qualidade no atendimento e produtos”, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília, Adriano Luiz Martins, ao prever crescimento de 7 a 10 por cento nas vendas deste ano, no comparativo com 2019. “O ano passado não serve de comparativo”, disse.

De acordo com o estudo, cerca de 83 milhões de brasileiros serão beneficiados com rendimento adicional, em média, de R$ 2.539. Entre os brasileiros que devem ser favorecidos com o pagamento do 13º salário, 51 milhões, ou 61% do total, são trabalhadores no mercado formal. Dentre eles estão os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que devem receber aproximadamente R$ 155,6 bilhões, e aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS), que receberão R$ 45,4 bilhões.

Aos aposentados e pensionistas da União serão destinados R$ 11 bilhões; aos aposentados e pensionistas dos Estados, R$ 15,8 bilhões; e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios, R$ 4,7 bilhões. A pesquisa destaca que os beneficiários do Regime Próprio da União receberão 4,7% do montante e podem estar em qualquer região do País.

Na opinião do superintendente da Associação Comercial e Industrial de Marília, José Augusto Gomes, aproximadamente R$ 90 milhões poderão circular no varejo mariliense, com base entre o funcionalismo privado e o público. “O comércio de Marília é pólo regional e isso pesa neste momento, pois, muitos consumidores virão de outras cidades ajudando aquecer a nossa economia”, falou o dirigente que acredita num bom desempenho nas vendas do final do ano, principalmente com a retomada da economia, pós pandemia. “Não houve tempo adequado de preparação, desorganizando o planejamento normal de muitas empresas”, ressaltou o superintendente da associação comercial que vem conversando com muitos comerciantes sobre as ações neste período, em detrimento ao fechamento compulsório das lojas no primeiro semestre.

Para os assalariados formais dos setores público e privado, que correspondem a 49,8 milhões de trabalhadores no Brasil, excluídos os empregados domésticos, segundo publicação no Diário do Comércio, a estimativa é de que R$ 154 bilhões serão pagos a título de 13º salário, até o final do ano. A maior parcela do montante a ser distribuído caberá aos ocupados no setor de serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 63,1% do total destinado ao mercado formal; os empregados da indústria receberão 17,3%; os comerciários terão 13,4%; aos que trabalham na construção civil será pago o correspondente a 3,1%, mesmo porcentual a ser recebido pelos trabalhadores da agropecuária.

 

Por fim, leia mais O Mariliense

Compartilhe a leitura