TJ proíbe greve dos servidores e SINDIMMAR diz que mobilização continua

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou na tarde de hoje (30) pedido liminar da Prefeitura Municipal de Marília e ordenou que os servidores municipais permaneçam em seus postos de trabalho. O despacho determina ainda pena de multa diária no valor de R$10 mil ao sindicato da categoria, com a aprovação de faltas e descontos nos pagamentos de quem participar da greve. A greve foi decidida em Assembleia após uma paralisação dos servidores nessa terça-feira, e estava marcada para ter início na sexta-feira (1º de abril).

O vice-presidente do TJ, desembargador Guilherme Strenger foi o responsável pela decisão. Strenger estabeleceu ainda uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Marília e o Sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos Municipais de Marília, para esta quinta-feira (31), às 15h.

A Administração Municipal argumentou no pedido liminar que o movimento  coordenado pelo SINDIMMAR já teria causado prejuízo para os 18 mil alunos da Rede Municipal de Ensino de Marília, após os dois dias de paralisação, 22 e 29 de março. 

A Prefeitura de Marília alegou ainda que as decisões de paralisação dos servidores não foram informadas antecipadamente, bem como nenhuma apresentação de plano para manutenção dos serviços. Outro argumento utilizado foi de que está em andamento um diálogo entre a Prefeitura e o Sindicato, não havendo o que se falar que uma negociação foi recusada. A Administração Municipal informou ao Tribunal de Justiça que fez uma proposta de reposição salarial de 3% e acréscimo de R$100 no vale alimentação dos trabalhadores.

Resposta do SINDIMMAR

O SINDIMMAR informou, por meio de nota divulgada no início da noite desta quarta-feira, que recebeu com surpresa a decisão do Tribunal de Justiça de suspender a greve dos servidores municipais, cumprindo ação protocolada pela Prefeitura de Marília contra a decisão de greve.

Segundo o Sindicato, o departamento jurídico está analisando o despacho, para que uma medida cabível seja aplicada. Até lá, o SINDIMMAR destaca aos servidores que a mobilização continua e que será apresentado argumentos para justificar a greve pretendida, durante a audiência de conciliação.

O Sindicato lamentou ainda que o Chefe do Executivo “prefira recorrer à Justiça, ao invés de sentar à mesa de negociação e discutir, olhando nos olhos dos servidores, as reivindicações da Campanha Salarial 2022”, diz a nota.

O SINDIMMAR encerrou a nota agradecendo o apoio dos servidores (as) e da população da cidade. “Seguimos firmes na luta e em busca dos nossos direitos, para garantir dignidade, qualidade de vida e condições de trabalho a todos os servidores”, finalizou a nota.

 

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