10% das vítimas de acidentes elétricos fatais no Brasil são crianças; Veja os cuidados

Entreter as crianças no mês das férias é sempre um desafio para pais e cuidadores – além do entretenimento, o cuidado deve ser redobrado. Acidentes domésticos com crianças podem acontecer com facilidade. Dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) apontam que cerca de 10% dos incidentes elétricos fatais são com crianças de 0 a 15 anos.

Manoel Amorim, engenheiro eletricista colaborador do Grupo Carmehil, empresa referência em materiais elétricos, lista cuidados para o período com os pequenos em casa por mais tempo. 

“É necessário estar atento aos aparelhos de um modo geral, não só às tomadas. Videogames, celulares e tablets também precisam ser constantemente observados”, afirma. O especialista orienta que os aparelhos devem sempre ser conectados à energia por um adulto. A cautela deve ser ainda maior quando se trata dos celulares já que, quando ligados, podem causar explosões. O ideal é que esses aparelhos estejam em tomadas longe das crianças. E, ainda, em hipótese alguma os aparelhos devem ser manuseados com as mãos molhadas ou em locais úmidos.

Outra dica válida para todo o ano é a instalação de protetores plásticos nas tomadas. “Esses protetores, com um custo-benefício muito positivo, são grandes aliados porque evitam que as crianças coloquem objetos de metal nas tomadas”, observa o especialista. As fiações também devem ser constantemente avaliadas e é importante evitar uso das que estiverem danificadas. “Múltiplas conexões em uma tomada só também não é algo positivo”, comenta. 

O uso de adaptadores, popularmente chamados de “T” ou Benjamin, embora não seja proibido por lei, não é recomendado, tendo em vista produtos mais indicados no mercado, como os filtros de linha, de modo que possíveis curtos-circuitos ou descargas elétricas sejam evitadas.

“As casas devem estar sempre atualizadas com medidas de prevenção, tais como aterramento eficiente e utilização de interruptores diferenciais residuais (IDR). O ideal é sempre averiguar fiações e demais aparelhos, além de quando as crianças estiverem fazendo uso ou próximas de tomadas ou aparelhos, ter sempre a observação de um adulto”, finaliza o engenheiro elétrico, Manoel Amorim.

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