Criança presa por dois anos em cárcere privado é estuprada, fica grávida, tem bebê e sofre complicações

Uma criança de 11 anos foi mais uma vítima de estupro e após passar os últimos dois anos presa em cárcere privado, acabou não conseguindo compreender o que estava acontecendo com ela. De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Duque de Caxias (Deam-Caxias), no Rio de Janeiro, que investiga o caso e prendeu o padrasto da criança, que é suspeito do crime, a menina aparentava muito medo com toda a situação.

Ela segue internada em uma unidade de saúde da cidade e assim que o hospital liberar a menor, ela será ouvida pelos investigadores. Segundo a polícia, a criança também não sabe ler nem escrever, devido o período em que ela ficou em situação de cárcere privado. A suspeita é de que durante esses últimos dois anos, ela tenha sofrido os abusos.

Investigação

A investigação que levou à prisão do padrasto da criança, constatou que durante o tempo em que ficou presa em casa, a menina tenha sido abusada diversas vezes e ainda ficado grávida do bebê que nasceu na semana passada, quando o caso começou a ser investigado pela Polícia.

De acordo com a delegada, a criança só foi encaminhada para o hospital, porque, provavelmente, aconteceram complicações no “pós-parto” dela. Então, a mãe da menina e o padrasto dela tiveram que chamar o atendimento do Samu.

O casal alegou à polícia que a vítima havia sido estuprada por um homem armado há mais ou menos 9 meses atrás. Eles disseram ainda que ninguém suspeitou da gravidez, pois a menina não tinha barrigada e que só ficaram sabendo do bebê no dia do parto.

A suspeita da Polícia é de que a criança era abusada constantemente pelo marido da mãe e que por isso era mantida presa e escondida em casa. A investigação apontou ainda que o parto da menor foi realizado dentro de casa.

O padrasto da menina foi preso próximo ao hospital onde ela e o recém-nascido estão internados. A polícia solicitou ainda à Justiça, medidas protetivas para a criança. A mãe da menina não foi presa, mas também está sendo investigada, de início por abandono intelectual, devido a criança não frequentar a escola há dois anos.

Estupros

Os investigadores tiveram informações da unidade de saúde, de que o ânus da menina foi violentado e que havia cicatrizes de violências anteriores. Para a Polícia, antes mesmo da gravidez os abusos podem ter sido iniciados. Testemunhas afirmaram que a menina quase não era vista fora de casa, por isso as suspeitas de que os estupros eram cometidos por pessoas próximas do convívio familiar.

De início, o padrasto concordou em realizar um exame de DNA, mas depois ele mudou de ideia e disse que precisaria resolver  com a mãe da menina, o que causou ainda mais suspeita nos investigadores.

O homem foi preso próximo ao Hospital e ficará detido temporariamente, por 30 dias, enquanto seguem as investigações.

Informações: G1

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