Servidora é afastada acusada de morder aluna de escola municipal de Marília

Uma servidora pública da rede municipal de ensino de Marília será afastada do serviço público por 90 dia após uma determinação da Corregedoria Geral da Prefeitura da cidade.

A mulher é acusada de morder uma criança dentro da sala de aula. Ela negou que tenha feito isso. No entanto, o depoimento de uma testemunha, também vinculada à unidade escolar, prevaleceu contra a agente operacional de serviços, que se tornou alvo de processo administrativo disciplinar. Ambas trabalham na Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Lar da Criança, onde o caso foi relatado em janeiro deste ano.

De acordo com o depoimento da testemunha, a servidora acusada pegou a mão de uma criança que havia mordido outra criança e também a mordeu, com a motivação de que estaria ensinando a criança de que não deveria morder o amiguinho.

A testemunha informou ainda que a criança supostamente mordida pela servidora chorou e aparentemente teve uma lesão no dedo da mão. Após o ocorrido, a mãe da criança ligou na escola questionando sobre quem havia mordido sua filha, pois ela estava com dor e tinha dito que a “pro” havia mordido a mão dela.

Em sua defesa, a funcionária acusada alegou que “o fato de ela ter mordido o dedo da criança como forma de educá-la não ocorreu”.

“No momento do suposto ocorrido, a declarante estava exaltada, pois todos os dias havia queixas da criança específica mordendo o dedo dos colegas, porém a declarante informa que puxou a criança para si e lhe repreendeu, ressaltando ainda que não mordeu o dedo da criança de forma alguma”, segundo consta no documento de defesa da servidora, que determina a suspensão da mesma.

Ainda de acordo com a funcionária pública acusada, a criança envolvida no caso não tem a fala desenvolvida ainda e tem entre dois e três anos de idade.

A suspensão começará a valer a partir do dia 1º de outubro, segundo decisão publicada no Diário Oficial do Município de Marília (Domm).

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