Brasileiros já pagaram R$ 2 trilhões em impostos; Marca chega um mês antes do previsto

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bastos, José Claudio José Claudio Caldeira, considerou precipitada a marca de R$ 2 trilhões alcançada pelo painel da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que registra o montante de tributos pagos pelos brasileiros em todo país, que assinalou na última quarta-feira, dia 14, a quantidade de recursos que o Governo Federal recebeu.

“O impostômetro é uma excelente ferramenta de mensuração da quantidade de impostos pagos pelos brasileiros”, elogiou o dirigente de Bastos que tem o hábito de acompanhar a quantidade de recolhimento nacional. “No ano passado a marca foi alcançada em 13 de outubro”, lembrou o dirigente ao prever que a arrecadação este ano será recorde novamente.

Para o presidente da associação comercial bastense a antecipação do montante está relacionada ao aumento dos preços e à melhora do nível de atividade econômica nos últimos doze meses. “Estamos em franca recuperação econômica, mesmo com a flexibilidade da pandemia”, disse ao observar os números econômicos.

“O impostômetro é um sinal, afinal, esses R$ 2 trilhões pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estaduais e municipais são desde o início do ano”, falou ao considerar elevado, afinal, entra na contabilidade os impostos, as taxas e as contribuições, incluindo as multas, juros e a correção monetária. “É muito dinheiro”, afirmou.

O fato do valor atingido chegar quase com um mês de antecedência, de acordo com José Claudio Caldeira é provável que o corte de impostos sobre os combustíveis e de energia elétrica – afetando a arrecadação do ICMS – provocará desaceleração do ritmo da arrecadação até o fim do ano. “Mas na somatória a quantia arrecadada no ano de 2022 deve ser recorde novamente”, falou mesmo reconhecendo que o segundo semestre a carga tributária é mais suave do que no primeiro que é mais intensa. “As expectativas de vendas para setembro, outubro, novembro e dezembro são boas”, falou animado.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro chegou a 1,16%. O índice, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é o maior para o mês de setembro desde 1994. Em 12 meses, o índice está em 10,25%. “Isso influenciará na economia, principalmente no que se refere aos reajustes”, disse em tom de preocupação, mesmo sendo da opinião de que a livre negociação deve prevalecer. “O poder de compra do consumidor em geral ainda é vulnerável”, falou ao apontar o desemprego e a elevação dos juros como sendo os principais problemas. “Sem contar a carga tributária que não diminui”, frisou.

O Impostômetro é um painel luminoso fixado na sede da Associação Comercial, na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo. Ele também pode ser acessado na Internet, através do endereço eletrônico: www.impostometro.com.br. “Somente a cidade de Bastos já recolheu mais de R$ 4.894.481,00 nesses R$ 2 trilhões do total em todo o Brasil”, verificou o dirigente da associação comercial local.

 

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